Somos as escolhas que fazemos

Somos as escolhas que fazemos

Por: Emília Alves

Já reflectiu sobre as suas escolhas? Sobre as suas decisões?

Somos o que pensamos e as escolhas que fazemos, mas a nossa tomada de decisão é largamente condicionada pelos nossos hábitos, excepto em situações de crise em que fazemos o mesmo que a maioria dos animais: fugimos, lutamos ou congelamos; ou seja, ficamos paralisados pelo medo. E sabe porquê? Porque o nosso processo de tomada de decisão está enraizado em hábitos, em padrões de comportamento, e estes nem sempre são bons hábitos.

Hábitos tóxicos existem e, aparte a legenda ser mais ou menos precisa e com uma conotação muito negativa, passam muito vezes despercebidos no meio de todos os hábitos que fazem parte da nossa rotina e que tanto facilitam o quotidiano.

Se não fossem todos os hábitos que interiorizamos por educação, socialização e aculturação, tanto a nível social como corporativo, o nosso dia a dia seria um inferno de pequenas e grandes decisões a tomar sobre as mais diversas tarefas que fazem parte do nosso dia a dia, mesmo as mais simples, relacionados com a nossa higiene e alimentação, por exemplo.

Quando se levanta toma primeiro duche ou lava os dentes? Certamente que está tão habituado a um processo rotineiro de tarefas sequenciais, que nem se questiona o que faz primeiro, ou o que é melhor fazer primeiro....

E isto repete-se ao longo do dia!

Etodos adquirimos algum hábito tóxico nalgum momento, devagarinho e sem nos apercebermos. Somos aquilo que pensamos e as escolhas que fazemos e os nossos pensamentos fazem com que a aquisição de hábitos tóxicos se faça de um modo suave, eu diria mesmo que sub-reptício. O mais comum é, indubitavelmente, a preocupação. Mas existem outros.

Ora vejamos alguns hábitos tóxicos:

  • Fazer de conta que está tudo sempre bem.... mesmo quando não está. Ainda que seja socialmente muito bonito fazer de conta que está sempre tudo bem, mesmo quando se sente de rastos e com vontade de fugir para a sua toca, esta atitude provoca um desgaste e um isolamento enormes. Não há super homens, nem super mulheres, e assumir que nem sempre está tudo bem, ajudá-lo-á a posicionar-se na busca de uma solução.
  • Ficar atolado no passado e ruminar sobre ele ao longo do dia, de semanas, de meses. A expressão não é muito bonita, de facto, mas muitos de nós temos o hábito de ruminar sobre eventos do passado, com os quais não nos sentimos confortáveis ou nos sentimos mesmo muito descontentes, e que nos minam o presente. O passado, passou (se me perdoar o pleonasmo) e só ficou a emoção, a experiência e a aprendizagem. Ruminar sobre o que poderia ter sido, é similar a exigir ter ganho o euro milhões na última sexta feira. Ninguém lhe vai fazer a vontade. Só mesmo um golpe de sorte na sexta feira, se tiver jogado, e já passou...
  • Resistir à mudança e ao crescimento, só porque sim. Mudar dói, dá trabalho e é muito cansativo, por vezes. É preciso investir tempo, recursos e principalmente vontade, mas nada pior do que ficar enterrado onde está, sem perspectivar uma melhoria e até mesmo uma boa surpresa. Por isso, quando não está bem, mude!
  • Preocupar-se constantemente e nada fazer para alterar a situação: Preocupar-se esgota-o e não muda em nada a situação. Veja só: quantas vezes se preocupou com algo que temia e que nunca chegou a acontecer? Pois é, preocupar-se é ocupar-se com algo incómodo, mesmo doloroso e sem sentido. Não vai deixar de acontecer, pode acontecer de uma maneira completamente diferente, ou pode mesmo acontecer algo muito bom e que nem tinha equacionado... E se em vez de se focar na preocupação, se focar numa alternativa?
  • Levar tudo a peito (como se fosse pessoal... A maioria das pessoas recrimina ou outros e não os seus comportamentos, que lhe desagradam. Em vez de dizerem aberta, clara e assertivamente que não gostaram de um comportamento ou de uma atitude, recriminam o outro por ser sempre o mesmo, e fazer sempre o mesmo....O que lhe fazem e, mais importante, como o fazem sentir-se, não tem que ser pessoal e na maioria das vezes não o é; mas é mais fácil tomar o todo pela parte. É humano e injusto, por isso, não se aborreça e perceba que todos temos direito a ter maus momentos.

E a lista poderia continuar, pois os hábitos tóxicos não se esgotam por aqui.

E se reparou usei e abusei da palavra minar. Os hábitos tóxicos minam a nossa vida, a alegria de viver e, pior, impendem-nos de nos alinharmos na busca de alternativas e de soluções.

Todavia, tudo isto é fácil de perceber e dizer, mas difícil de por em prática, quando estes hábitos estão muito enraizados e nem sempre temos consciência deles, ou da sua gravidade e influência no bem-estar e na saúde / paz de espírito.

Se identificou alguns destes hábitos como seus, poderá fazer algo para se libertar deles. E a mudança de hábitos é de facto do que trata o coaching; mudança na maneira de focar e pensar alguns temas; alteração do nosso olhar sobre nós próprios e sobre o outro; ausência de julgamento e libertação de condicionamentos mentais (crenças e preconceitos) e verbalizar positivamente. As palavras têm poder!

E quanto mais cedo se libertar daquele, ou daqueles hábitos tóxicos que já conseguiu identificar, mais rapidamente pode usufruir das suas escolhas, tanto a nível pessoal, como profissional. Todavia, se a nível pessoal vai ter um impacto muito significativo em relação a si próprio e à sua família e amigos, a nível profissional o impacto pode ser devastador a nível da sua empresa, da sua equipa e mesmo dos seus stakeholders.

Espero que este artigo tenha sido útil e o/a ajude no inicio da sua jornada, numa mudança ou até mesmo na alteraração do seu mindset.

Gostaria de receber o seu feedback através do meu e-mail: emiliamalves@actioncoach.com

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